Por ser um exame totalmente não invasivo, com baixa emissão de raios-X, a densitometria óssea é indicada para o estudo e melhor compreensão da dinâmica do tecido ósseo na infância e na adolescência. Nesta fase da vida, particularmente na adolescência, o indivíduo atravessa um período crítico de desenvolvimento e crescimento esqueléticos, e atinge o pico de ganho da massa óssea. Vários fatores, entretanto, como a hereditariedade, sexo, raça, hábitos dietéticos, atividade física, influências hormonais diversas, composição corporal de massa magra e gordurosa, doenças intercorrentes, uso crônico de medicamentos, etc., podem interferir nesse processo.
A fim de indicar com precisão as condições necessárias para que crianças e adolescentes desenvolvam a melhor qualidade e quantidade de massa óssea, prevenindo deficiências na fase adulta, os exames de densitometria óssea são indicados no seguimento do paciente em crescimento. Por meio da avaliação e monitoramento de alterações na densidade mineral óssea (bone mineral density, BMD) de corpo total e principalmente dos exames comparativos, a densitometria óssea contribui para o diagnóstico precoce das alterações que possam interferir no metabolismo ósseo.
Este exame é rápido e preciso, e não oferece nenhum risco à criança ou ao adolescente. Durante a sua realização o paciente permanece deitado em uma mesa acolchoada, enquanto o “braço” do aparelho, que contém o gerador de raios-X de um lado e o receptor de outro, percorre a área examinada, gerando as imagens em um monitor de computador. Essas imagens podem ser transmitidas eletronicamente, o que facilita a consulta remota pelo médico que assiste o paciente.